[RESENHA] A Mediadora #1: A Terra Das Sombras

4/22/2012 Carol Oliveira 1 COMENTÁRIOS

Comecei a ler a série A mediadora a muito tempo atrás, para ser um pouco mais precisa, no ano de 2009. Vamos à história por trás do livro, antes de começar essa resenha. Antes de eu ter lido A Mediadora eu não sabia da existência da Meg Cabot, e confesso que se eu tivesse descoberto ela por meio de Diários da Princesa, desistiria dela para sempre.  

O primeiro livro da série comprei na Bienal do livro aqui do Rio em 2009, julguei o livro pela capa e me dei bem.  A capa preta, com a imagem de uma mulher com um batom vermelho chamativo, realmente funciona para chamar atenção do público (acho que uma coisa que começou com Crepúsculo aqui no Brasil, porque depois que Crepúsculo foi lançado, a maioria dos livros sobrenaturais tiveram suas capas modificadas) isso aconteceu também com A mediadora.


Voltando, eu estava andando pela Bienal, e vi o livro no stande da Saraiva, o deixei lá e voltei a andar e parei no stande da Galera, não poderia ser coisa do acaso, eu não consegui chegar nem a uns 2 metros dos livros da Galera, porque a Meg Cabot estava lá dando autógrafos e tinha um monte de meninas dando voltas e mais voltas na fila, com coroas e frufus, e pilhas e mais pilhas de livros dela, para autografar.  Resumindo, nesse dia acabei comprando todos os livros que queria na Saraiva, e trouxe para casa o primeiro volume que depois vim descobri ser de uma série.

Em A Terra Das Sombras, somos apresentados a Suzannah Simon e sua nova grande família. Suzannah morava em Nova York com a mãe, quando essa conhece seu novo padrasto, Andy Ackerman e por ele possuir 3 filhos decidem que será ela e Suzannah que vão ter que mudar de Nova York para Califórnia. Então assim começamos a série, com Suzannah mudando-se em busca de uma “nova vida” no outro extremo do país. No Brooklyn ela deixa para trás uma vida cheia de infrações e castigos e sua única amiga, Gina. Na Califórnia ganhava três irmãos Jake, Brad e Dave ou como ela os costuma chamar, Soneca, Dunga e Mestre. Logo ao chegar a casa já começa a sentir que sua vida não vai ser muito diferente da que levava em NY, pois descobre que sua casa tem uns 150 anos.  Suzannah não era uma adolescente normal, ela tinha um dom, não que ela achasse que o que possuía era um dom, ela podia se comunicar com os mortos. Assim que chega a sua casa e conhece seu quarto dá de cara com o fantasma Jesse. Mas esse não será seu principal problema, não em A Terra das Sombras.

Quando conhece seu novo colégio, assim que entra na sala do diretor, o Padre Dominic, encontra com Adam McTavish, que logo virará amigo de Suzannah, juntamente com Cee Cee, a menina albina que trabalha no jornal da escola e tem o espírito de repórter. Mas como a vida de Suzannah não é fácil, ela logo descobre como conseguiu sua vaga em um dos colégios mais procurados da região. Uma aluna havia morrido a pouco tempo, e Suzannah descobre da pior forma possível que estava ocupando exatamente sua vaga. Heather, a garota que havia morrido não aceita muito Suzannah em seu lugar e assim dá início uma série de acontecimentos em que Suzannah se vê cada vez mais enrascada e vai precisar da ajuda de muitos, até mesmo da de Jesse, que virará seu querido “colega de quarto”.

- Não adianta invocar seus espíritos superiores – comuniquei-lhe, arrastando a cadeira com bordados cor-de-rosa para minha nova penteadeira e sentando-me nela, de frente para o encosto. – Se ainda não notou, Ele não está prestando muita atenção em você. Caso contrário, não o teria deixado por aqui apodrecendo todos esses anos... – e então dei uma olhada mais firme nas suas roupas, que pareciam muito com algo saído do velho oeste. – Quantos anos mesmo?... Uns cento e cinquenta anos? Já passou mesmo este tempo todo desde que você bateu as botas?
Ele me olhou fixamente com seus olhos negros e úmidos. E perguntou, com uma voz rouca por falta de uso: - Que quer dizer... bater as botas?Eu não pude deixar de revirar os olhos de impaciência. E traduzi:- Esticou as canelas. Dobou o Cabo da Boa Esperança. Foi desta para melhor.Quando vi por sua expressão de perplexidade que ele continuava sem entender, finalmente eu disse, algo exasperada:
- Morreu.- Ah – fez ele. – Morri.

A Mediadora é uma série que recomendo para todos que desejam ação, acontecimentos sobrenaturais, romance, drama, tudo na medida certa. Não sei se vou conseguir falar o quanto eu amo essa série nessa resenha. Mas sério, é tudo isso em uma única série, e não fica enjoativo, muito menos chato. Suzannah é minha personagem favorita, de todos os livros que já li. Ela é sarcástica, engraçada e sabe se comportar.

Não é aquela típica personagem burra que faz tudo errado e te deixa querendo mata-la a qualquer custo... Como eu disse anteriormente, se tivesse começado a ler os livros da Meg por Diários da Princesa, eu teria desistido dela. Acho que todos deveriam começar por A Mediadora, conheço várias pessoas que não suportam Meg, e para elas eu digo, experimentem A Mediadora kkkk mas continuando, Jesse oh Jesse #morre Jesse é lindo, apaixonante e bom, o que mais ele precisa ser? KKKK  

Como essa é a resenha do primeiro livro me encerro por aqui, se não vou acabar falando de mais. No próximo livro comento mais... SUPER recomendo A Mediadora, só de resenhar me da vontade de reler pela 23456789 vez... é um livro que você não se cansa de ler.

Classificação Final: 





Título: A Mediadora – A Terra das Sombras
Livro: #1
Autor(a): Meg Cabot
Páginas: 284
Tradutor(a): Clóvis Marques
Editora: Galera Record

1 comentários:

Isabela disse...

Eu li esse livro tem um bilhão de anos (com exagero e tudo). E quando todos começaram com o burburinho sobre Meg Cabot eu pensava "Preciso conhecer essa autora, já que nunca li nada sobre ela." Quando fui me dar conta que A Mediadora ERA DA FAMOSA MEG CABOT.
Concordo com você. Se eu conhecesse a Meg pelos livros de princesa, provavelmente não gostaria tanto. Mas essa série é ótima e o Jesse é mesmo tudo o que há! kkkkkk
Adorei a resenha!
=*

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