Já tem um tempo que eu postei a resenha de Cidade das Cinzas, se ainda não leu e for do seu interesse você pode ler clicando neste link. Mas a questão é, eu terminei Cidade de Vidro no outro dia, isso mesmo li em um dia, e agora vim contar para vocês o que eu achei do terceiro livro da série Os Instrumentos Mortais.

Novamente aviso que se ainda não leu nenhum dos volumes ou leu apenas o primeiro, recomendo que pule direto para a minha opinião, porque é impossível falar de uma continuação sem falar do seu volume anterior. 

A forma como Cidade das Cinzas terminou foi para morrer de ódio e curiosidade; uma amiga de Jocelyn, do tempo em que morava em Idris, fala para Clary como despertar a mãe que está adormecida por causa de uma poção que havia preparado para o caso de Valentim tentar algum tipo de tortura com ela. Para achar o antídoto ela tem que ir para o país dos Caçadores de Sombras e encontrar o feiticeiro Ragnor Fell, a única pessoa que conhece o antídoto. O problema é que Jace não quer que ela vá, pois Valentim está atrás do terceiro Instrumento Mortal, o Espelho Mortal, e mesmo ninguém sabendo onde exatamente ele está, sabem que se encontra em Idris o que significa que a atenção do pai estará voltada para lá.

Além disso, ninguém devia poder fazer o que Clary faz, e isso preocupa ainda mais Jace. A Clave poderia querer fazer alguma coisa com ela para descobrir o motivo de uma garota que nem ao menos foi treinada como uma Caçadora de Sombras, pode criar novos símbolos e muito mais poderosos do os que eles conhecem. Como se já não bastasse, Jace também mentiu para a Clave sobre como o navio de Valentim realmente se desmanchou enquanto envocava a horda de demônios em Nova Iorque e isso pode trazer sérios problemas para ele.

— Não é disso que estou falando — disse ele. — Não vou tocá-la se não quiser. Sei que é errado, meu Deus, como é errado, mas só quero me deitar com você, e acordar com você, só uma vez, uma única vez na vida. — Havia desespero em sua voz. — É só esta noite. No quadro geral das contas, o quanto uma noite pode importar?

Para impedir a ida de Clary, seu irmão resolve que vai pedir a ajuda de Simon para enganar não só a garota como também os Lightwood, que haviam concordado com a ida dela para Idris. Antes que Simon pudesse tomar uma decisão Renegados atacam e ele é levado para Alicante pelo portal. Ao chegar no Instituto e notar que se encontra vazio, Clary se desespera porque não foi para Alicante e Magnus que tinha aberto o portal não pode fazê-lo de novo, então ela mesma cria um e vai, ao tentar impedí-la, Luke é arrastado junto com ela.

Clary chega ao Lago Lyn, lugar de onde saiu o Anjo Raziel com os Instrumentos Mortais, e acaba ficando muito doente porque tal lugar é amaldiçoado. Luke a leva para a casa de Amatis, sua irmã, onde ela recebe o devido tratamento e começa a se recuperar. A primeira coisa que Clary faz ao se sentir melhor é tentar ver Jace, e quando chega à casa onde ele está hospedado não é tratada muito bem por todos, exceto pelo lindo e misterioso Sebastian. Depois de alguns acontecimentos, diga-se de passagem bem revoltantes, Sebastian e Clary procuram juntos pelo feiticeiro Fell, mas no lugar dele Clary encontra Magnus que conta para ela como acordar a mãe. O problema é: a garota vai precisar da ajuda do irmão. Surpreendentes novidades se encontram nas páginas de Cidade de Vidro...

Na resenha de Cidade das Cinzas eu disse que ele é maravilhoso e que eu tinha gostado demais dele, que tinha ficado com muita vontade de ler Cidade de Vidro. Não estava mentindo, mas eu com certeza não esperava tanta coisa deste livro, cada passagem, cada cena me prendia de uma forma impressionante e o amor pelo meu Jace cresceu ainda mais e agora eu tenho certeza de que nenhum personagem consegue ser melhor que ele, nem mesmo o Patch... Além disso, eu vi o Valentim se tornar meu vilão mais amado e mais odiado, ele superou o Voldemort, algo que eu não achava ser possível.


— Eu sei que acha que só quero ficar com você para... para mostrar a mim mesmo o monstro que sou — disse ele. — E talvez eu seja um mostro. Não sei a resposta para isso. Mas o que sei é que mesmo que haja sangue de demônio em mim, há sangue de humano também. E eu não podia amá-la desse jeito se não fosse pelo menos um pouquinho humano. Porque demônis querem. Mas não amam. E eu...

Depois dessa citação eu não posso deixar de mencionar o seguinte: se eu não tivesse me apaixonado pela histórias e personagens lá em Cidade dos Ossos isso seria completamente inevitável agora, o desespero dele e dela nesta cena quase real, de tão perfeita que é a cena completa. Ele é mais carregado de emoção que os anteriores, Jace já não é mais o mesmo, e certos acontecimentos arrancaram lágrimas dos meus olhos, aliás uma parte anterior a esta me deixou extremamente triste, não conto mais porque se não vai ser spoiler.

Assim como uma outra série de livros, não é possível encontrar pontos negativos na narrativa, não consigo ver algo prejudicial à estória que possa ser mencionado nesta resenha, de forma que fico até receosa em julgar minhas próximas leituras depois de ter lido Cidade de Vidro. Cassandra Clare as doses de romantismo, ação e descrição de cada mínima linha do livro parecem ter sido minimamente pensadas fazendo assim que nada fique sobrando e deixando a desejar.

A diagramação é idêntica ao do exemplar anterior, o que muda, um pouco, é o material da capa, mas ela continua ficando igual a uma rampa de skate de dedo, há também alguns erros de português, mas até hoje não li nada que não tivesse nenhum. Tem mais uma mudança também na capa, agora nós temos o efeito de vidro quebrado nela, que eu achei bem legal, mas me deixa um pouco tonta se ficar olhando continuamente.

Não teria a coragem de dar ao terceiro livro de Os Instrumentos Mortais uma nota menor que cinco estrelas, isso seria uma completa injustiça e eu entraria em confronto comigo mesma. Então, assim como Cidade das Cinzas, sua continuação leva cinco lindas estrelinhas, mesmo tendo-o superado muito no que se refere à qualidade de um livro, mas é exatamente isso que eu procuro em uma série, evolução. Já estou lendo Cidade dos Anjos Caídos e posso dizer que estou amando, mas quem deve resenhar é a Carol, veremos como as coisas vão acontecer.



Classificação final:



Título: Cidade de Vidro
Série: Os Instrumentos Mortais
Livro: #3
Páginas: 474
Autor(a): Cassandra Clare
Tradutor(a): Rita Sussekind
Editora: Galera Record