Faz algum tempinho que a Editora Arqueiro lançou A Rainha Normanda aqui no Brasil, mas logo na época em que ele foi publicado chamou a minha atenção por causa da capa e da sinopse, então claro que assim que foi possível o solicitei para resenhar pra vocês.

Emma da Normandia pertencia a uma das famílias mais nobres de toda a França e, exatamente por isso, teve que atravessar o Mar Estreito com apenas 15 anos para se casar. Obviamente seu futuro marido era um homem muito poderoso, ninguém menos que Æthelred II, rei da Inglaterra, muito mais velho que a adolescente e pai várias vezes.


Isso era tudo que Emma sabia sobre o homem ao qual fora prometida, nunca havia se quer posto os olhos no homem até o dia de seu casamento. Depois disso a jovem se vê obrigada a conviver com pessoas traiçoeiras e invejosas, já que a corte inglesa poderia facilmente ser comparado a um ninho de víboras peçonhentas. Além disso, agora a jovem se vê presa pelo resto de sua vida a um marido rude e temperamental que não confia na mulher com quem se casou e Emma precisa aprender a lidar com isso.

Como se todos esses dramas não fossem o suficiente para alguém tão nova, ainda há um coeficiente a ser considerado: os incontáveis enteados da garota. Nenhum deles aceita pacificamente a sua presença e a presença de uma mulher envolvente que está de olho em seu marido e sua coroa não facilita em nada a vida da pobre Emma, mas ela está determinada a vencer cada um que se opor a assim forma alianças e aprende a jogar aquele infame jogo da corte inglesa. Mas, quando o coração da bela francesa decide se afeiçoar a outro homem ela vê complicações que nunca cogitou. Como manter tudo que conquistou quando sua própria vida não está a salvo?

Acho que fiquei muito impressionada com esse livro por ele ser baseado em fatos reais, não procurei saber exatamente quanto da história desta obra foi criada e quanto é de fato aconteceu, mas ainda que fosse uma parte pequena este livro me impressionou bastante. Durante toda a leitura senti empatia pela pobre Emma, seus dramas são fortes e, muitas vezes, bastante chocantes também.

Por outro lado da para se aprender bastante sobre história e os costumes do século XI com esta leitura. Por vezes eu senti o choque cultura, sei que práticas de casar meninas jovens com senhores eram (e ainda são) bem comuns em algumas partes do mundo, naquela época os valores eram outros, mas ainda assim não consegui parar de pensar que era (e ainda é!) uma prática abominável.

Isso não quer dizer de jeito nenhum que é um livro ruim, muito pelo contrário. É uma leitura fantástica e o leitor realmente sente que foi transportado para um tempo muito antes do seu. Por ser um livro mais denso eu não acredito que seja indicado para adolescentes, que muito provavelmente, desistiriam da leitura antes de chegar ao capítulo dez da obra, mas recomendo a todo aquele que tenha um gosto mais adulto (e não estou falando de livros eróticos, mas de escrita e enredo!) para obras literárias.

Deixe um comentário