Deixa eu começar o post confessando um segredo inconfessável: Eu amo livros com machos alfas que no fundo são babões e românticos e fazem de um tudo pela mocinhas. Afinal, se é para sonhar com um homem perfeito ele vai ser lindo, fofo e dar a vida por mim, não é mesmo? Agora que eu já confessei que sou daquelas menininhas apaixonadas, vamos conhecer um desses homens dos sonhos, o Fury, nossa porta de entrada (e que porta, ok?) para o mundo dos Novas Espécies.

Quando falamos em literatura fantástica vem logo na cabeça os vampiros, lobos, zumbis, magos... A lista é grande e um pouco repetitiva, porém, saindo dessa zona de conforto a Laurann Dohner nos leva para um novo elemento, homens geneticamente modificados. Um verdadeiro balsamo quando estamos tão cheia das mesmas coisas nesse tipo de literatura. E foi exatamente isso, ser uma tipo de enredo que a gente não vê todo dia, que me fez começar a ler essa série.


A história começa nos apresentando os porões da Indústria Mercile, a indústria farmacêutica que faz por debaixo dos panos uma pesquisa genética ilegal que mistura DNA humano e animal para criar super-humanos para diversos fins, como achar a cura para doenças, melhorar a raça humana e lógico usar para marombar soldados para que eles fiquem indestrutíveis (oi Capitão América).  Como uma boa empresa que só visa o lucro, o bem estar dos protótipos não é nem um pouco levado em consideração, a porção humana de suas cobaias é completamente ignorada e no geral eles são tratados como meros ratos de laboratório.

A submissão e a tortura é base da relação dos médicos e enfermeiros com os protótipos, afinal eles são muito mais fortes que os humanos comum, porém uma das enfermeiras parece não ser como os outros. Ellie sempre fez questão de causar o mínimo de dano a qualquer um dos protótipos com quem tinha contato porque na realidade, seu trabalho ali é recolher informações e provas contra a Mercure e salvar aquelas pessoas.

Um pouco antes de conseguir completar sua missão, Ellie procura dar uma ultima olhada em 416, o protótipo que de algum jeito consegue mexer com ela, e acaba o salvando de sofrer na mão de um dos piores e mais sádicos médicos do laboratório. Só que para completar sua missão ela precisa deixar 416 para trás, que acaba não compreendendo bem o que Ellie fez para ele e jura que se um dia tiver a oportunidade, se vingará da única mulher que confiou e o traiu.

Graças ao que Ellie fez, os protótipos são libertados e como o governo tinha sua parcela de culpa nos experimentos produzidos pela Mercile acaba cedendo dinheiro e bases militares para que os protótipos, agora conhecido por Nova Espécies, possam se adaptar ao mundo fora dos laboratórios. Tudo ia bem até que Ellie é recrutada para trabalhar em Homeland, a base principal dos Novas Espécies e casa do 416, que agora é conhecido por Fury, um dos NE em comando na base.

Fury, como os outros, ainda está se adaptando a vida fora das selas e quando fica frente a frente com Ellie de novo, não consegue compreender o que acontece com seus sentimentos. Ao mesmo tempo que quer vingança pelo que ele acha que ela fez, seu instinto diz que ele deve possuí-la.

A relação dos dois passa por diversos altos e baixos, afinal, como primeiro relacionamento inter-racial (os NE não se consideram verdadeiramente humanos), há muitas dúvidas. Quando os NE estão lutando para mostrar que não são completos animais e que conseguem controlar seus instintos, Ellie tira os de Fury dos eixos e o casal passa por poucas e boas.

Enquanto vamos conhecendo mais desse improvável casal, vamos conhecendo mais dos desafios da ONE que além da Mercile (que não desistiu de sua pesquisa), agora precisa enfrentar um grupo de radicais que acham que eles precisam ser destruídos. É nesse clima de adaptação que essa primeira história te conquista, você quer mais da Ellie e do Fury (eles são muito, muito, muito fofos juntos) e ao mesmo tempo quer conhecer mais dos outros personagens.

Gostei muito de como a história foi construída, a Laurann conseguiu construir e fundamentar a história da forma mais real possível, mesmo se tratando de homens-animais. Não espera ver nada com rabos, garras e características mais animalescas, pelo menos não num primeiro momento (já falei que a série é gigante?). Os NE tem sim características animais, mais relacionadas aos olhos, face e personalidades. Fury por exemplo é um canino, tem o faro muito apurado e mais outras peculiaridades que vocês só vão descobrir lendo.

O livro tem tudo que um bom livro deve ter, um enredo consistente, uma pitada de diversão, sensualidade, ação e um final para lá de fofo. Como eu disse ali em cima, a série é bem grande (sim eu vou resenhar todos, segurem essa marimba) e atualmente tem 14 livros lançados, aqui no Brasil são dois Fury e Slade.


Título: Fury | Páginas: 366 | Autor(a): Laurann Dohner
Tradutor(a): Flora Manzione | Editora: Universo dos Livros

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