[RESENHA] The Wall of Winnipeg and Me

10/12/2016 Tiffannyk 16 COMENTÁRIOS

Eu acho que estou com um problema grave de interpretação de texto. Esse é o segundo livro que eu leio a sinopse e penso que é uma coisa que não é, ao contrário de Pensei Que Fosse Verdade, esse eu achei que era uma história sobre adolescentes. Não sei, acho que foi a capa ou por ele aparecer junto com vários YA.

O fato é que passei o olho na sinopse, que não diz nada de relevante do livro e passei reto e nunca teria lido essa belezinha se não fosse ver o tweet do Henri comentando sobre ele. E que bom que isso aconteceu, porque o livro é incrível. 

Vanessa Mazur sabe que está fazendo a coisa certa. Ela não deve se sentir mal por se demitir. Ser uma assistente/governanta/fada madrinha para o defensor da NFO era para ter sido temporário. Ela tem planos e nenhum deles inclui lavar cuecas extra grandes mais. 

Mas quando Aiden Graves aparece em sua porta querendo que ela volte, ela fica mais do que chocada.  Por dois anos, o homem conhecido como A Muralha de Winnipeg não podia se importar em lhe dizer bom dia ou desejá-la feliz aniversário. Agora? Ele está pedindo o impensável. O que você diria para o homem que está acostumado a conseguir tudo o que quer?

No começo do livro, tudo que você e a personagem principal querem fazer com a muralha de Winnipeg é derrubar como o muro de Berlim. O cara é pior que o Sheldon Cooper  (odeio você Henri por me dar essa referência), sério, ele tem um grave problema de sociabilidade.

O fato é que o livro é sobre pessoas obstinadas. Vanessa quer ser mais que a família estranha que tem e andar com as próprias pernas. Filha de uma mãe alcoólatra, com 3 irmãs mais velhas que a odeiam (uma realmente ruim) e um irmão mais novo que é sua única família, ela batalhou duro desde que sua mãe perdeu a guarda dela e de seu irmãozinho e saiu da casa de seus pais adotivos para uma faculdade de artes gráfica bem cara.

Ela tinha dinheiro? Não. Mas tinha muita vontade. Agora ela tem uma dívida estudantil do tamanho do universo e está presa a dois anos num trabalho que não a satisfaz e não é recompensado.

Seu trabalho? Aturar a muralha de Winnipeg, o gigante e fale-somente-o-necessário Aiden, que defende o Three Hundreds. Como sua assistente, Vanessa cozinha pra ele, arruma suas roupas, sua cama, sua agenda, suas redes sociais, tudo para que Aiden possa se focar na coisa mais importante da sua vida: o futebol.

"Só que ela está cansada de não ser reconhecida, de tentar arrancar dele um simples obrigado e ela tá pronta para seguir o próprio caminho e abrir sua própria empresa de design. Só um pouco mais, eu me lembrei. Eu estava tão perto de desistir, eu podia sentir isso. O pensamento fez minha alma se alegrar um pouco.
Dois meses atrás, minha conta bancária tinha finalmente atingido um número confortável por pura força de vontade, avareza, e longas horas de trabalho quando eu não era assistente/governanta/cozinheira de Aiden. Eu atingi o meu objetivo: guardar um ano de salário. E eu consegui.
Finalmente. Aleluia. Eu praticamente podia sentir o cheiro da liberdade no ar."

Um dia realmente ela cansa de Aiden nunca reconhecer o seu trabalho e quando o agente do cara fala merda sobre ela e ele não tem a capacidade de defendê-la, ela pega suas coisas e dá o fora. Van quase tem um ataque cardíaco dois meses depois quando se depara com Aiden na sua porta. 

Foi um bálsamo saber que o jogador tinha algum sentimento dentro de si, mesmo que de forma bem lerda rs, Ainden procura Vanessa pra confessar que não vive sem ela, que não quer outra assistente, quer ela de volta. E quando você acha que não há mais o que fazer já que a designer rejeitou o convite de voltar. Aiden joga sua primeira carta (de muitas porque ele pode não saber se expressar verbalmente, mas é mega fofo e atencioso) na mesa: 


Seu visto de permanência tá expirando junto com seu contrato com o time e ele não pode (não quer na real) voltar pro Canadá.

Com uma proposta irrecusável, ele consegue convencer a garota a casar com ele para que ele ganhe o green card. E no primeiro mês Vanessa ainda precisa se perguntar por que aceitou ajudar o cara depois de tudo.

Com o tempo a gente vai entendendo mais o jeito de Aiden, sua personalidade e acaba percebendo que ele e Vanessa tem mais em comum do que parece. Depois que o jogador dá sua palavra que vai tentar ser um bom amigo, sai de baixo, por que ele vai começar a ser o melhor. Ele dá umas bolas fora, mas sempre se recupera.

O livro é bem longo, são mais de 500 páginas, então The Wall of Winnipeg and Me é uma história muito bem contada. A evolução dos personagens é gradual, a atração não aparece do nada (mesmo que ela sempre tenha estado lá) ela vai se construindo ao longo das páginas te fazendo suspirar. A única coisa que eu não fui muito fã no livro, foi das histórias secundárias. Por se tratar de um livro único a autora focou bem no Aidan e na Vanessa, enquanto eu senti falta de ver um pouco mais da vida do Zac (companheiro de quarto e equipe do Aidan), do Leslie (treinador do Ainden) e da melhor amiga da Vanessa, a Diana. 

16 comentários:

Ivi Campos disse...

Várias considerações que você colocou na resenha me deixaram curiosa para conferir a obra. Primeiro que a atração não se dá automática e eu valorizo muito isso. Outra coisa, foi que as mais de 500 páginas não são de enrolação. Ponto positivo também
Quero ler!!!
MEU AMOR PELOS LIVROS
Beijos

Oi tenho ouvido maravilhas desa autora e especialmente desse livro. Assim como você achei que pela sinopse eu não leria, mas depois de todo o burburinho eu adquiri ele e espero ler em breve. Está em minha pilha interminável de livros. Beijos

Carla disse...

Oie!
Eu ainda não li o livro, e mesmo que tenha bastante p[aginas, prefiro ler assim do que ler aquelas séries interminaveis ou uma trilogia que não tinha necessidade. Uma dica ótima que vou conferir futuramente, já anotei o nome para eu não me esquecer e deixar passar.
bjks!
Histórias sem Fim

Eu leio vários livros em inglês, então acabo conhecendo bastante coisa que às vezes nem chega por aqui. O plot não foi dos que mais me atraiu, mas achei interessante essa parte da proposta de casamento. Um tempo atrás eu assisti uns documentários que relatavam algo bem parecido.

;D
Nelmaliana Oliveira

Oiee, tudo bem? Adorei sua resenha! Já tinha lido os comentários do Henri sobre o livro e agora você só me deixou mais curiosa com essa leitura! Quero tradução dele pra ontem! ahahaha Espero que alguma editora traga ele pro Brasil logo, pois meu inglês ainda é básico e acredito que teria muita dificuldade com um livro assim tão longo. Gostei de saber que é único!

Beijos

Olá!
Ainda não conhecia esse livro, mas achei bem interessante. Gostei de saber que o envolvimento dos personagens é gradual, mesmo o sentimento e desejando estando presente. Não entendi muito essa comparação que você fez com o Sheldon, pois não conheço os personagens.
Gostei muito dos pontos levantados e vou anotar essa dica, pois acho que vale muito a pena.
Beijos,
Um Oceano de Histórias

Leandro Brito disse...

Oi. Tudo bem?
Olha, eu não consegui sentir interesse por esse livro. No início, depois da sua introdução, confesso que comecei a me interessar pela história. As características dos personagens e o estilo de vida parecem ser bem interessante. Mas conforme,eu fui lendo a resenha, a minha expectativa foi sendo ofuscada. Parece ser um livro interessante, mas é aquele tipo que não me agrada muito. Talvez, uma coisa que me agradaria seria a evolução dos personagens, que me chama muito atenção em uma obra. Fora isso, nada mais me chama a atenção. Achei bem legal a resenha. Ah! Só para deixar certificado, eu também já interpretei algum livro de forma totalmente errada, você não é a única. Acontece.
Abraço!

Dryh Meira disse...

Oiee ^^
Eu ainda não conhecia o livro, mas fiquei curiosa depois de ler a sua resenha. A capa não me chamou a atenção, então se eu tivesse visto somente ela, provavelmente nem quereria ler. Gostei da comparação com o Sheldon...haha' ele consegue ser bem irritante, né? Eu nunca vi isso em livros (não que eu me lembre), e os personagens parecem ser bem desenvolvidos (apesar do não desenvolvimento das histórias dos secundários). Gostei.
MilkMilks ♥

Olá, Tudo bem?
Fiquei louca para ler o livro, adoro histórias do gênero e esse me pareceu um livro que iria adorar ler. Nunca tinha ouvido falar do livro, mas vou pesquisar mais e ver se consigo encaixar a leitura na minha pilha do mês. Adorei a dica!

Beijos,

Rafa [ blog - Fascinada por Histórias]

Oi, tudo bem?
Então, eu não conhecia o livro e de acordo com que fui lendo a sua resenha fui me empolgando para conhece-lo, pois ele parece ser ótima, mas quando vi que são mais de 500 págs. fiquei meio que "Ham? Tudo isso? Será que não vai ter informação demais? Isso pode acabar com o encanto da obra." Mas, se for bom, que mal tem, né? Vou anotar da dica aqui, e se tiver a oportunidade irei lê-la e tirar as minhas conclusões, e é uma pena a autora não ter focado nos personagens secundários.

Diane disse...

Olá...
Adorei sua resenha!
Achei a premissa da obra bastante interessante e meio que combinou completamente com o que estou lendo no momento. Não me importo com o número de páginas, pois, pelo que você resenhou era preciso esse número, já que a protagonista se desenvolve bastante e acredito ser legal de acompanhar.
Beijos

Olá!
Fiquei muito curiosa com esse livro. Adorei essa referência que você fez a Sheldon Cooper, acho que ficou mais fácil para mim perceber o tamanho da ansiedade social do personagem. Adorei sua dica e vou adicionar na minha lista de leitura!
Beijos.
http://arsenaldeideiasblog.wordpress.com/

Fiquei muito interessada pelo livro, embora não ande lendo muito em inglês ultimamente, pois levo o dobre do tempo para concluir a leitura, sou muito lenta. Mas talvez seja uma ótima oportunidade de praticar um pouco mais. Esse negócio de ler uma sinopse e achar que se trata de outra coisa já aconteceu comigo também. Gostei muito da sua resenha, ótima dica.

Tatiana

Apesar de não ter sido apreendida por essa leitura, seria a narração uma disputa de magnatas? O inicio é bem interessantes, porque pela sua resenha pude conhecer a personalidade dos seus personagens, mas conforme a história foi sendo desenrolada fiquei um pouco atordoada em relação a Aiden ser assim, não reconhecer o trabalho dela. Mas obrigada por sua dica.

Olá, a história em si nao chamou tanto a minha atenção, mas como eu vi que o personagem foi comparado com o sheldon cooper que é um dos meus favoritos das séries de tv me bateu aquela vontade de ler ainda mais que é em inglês, estou precisando de dicas de livro para leituras em inglês

Dayane Reis disse...

Olá Tiffannyk =)
Isso já aconteceu comigo, interpretar um livro pela capa e ser outras coisas, ler a sinopse não dar muita importancia e depois quando li o livro achei incrivel. Eu não conhecia esse livro, é a primeira vez que vejo ele e a sua resenha fez ele me deixar curiosa. Também acho ruim quando sentimos faltas dos personagens secundarios. Beijos'

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