[RESENHA] Irmandade da Adaga Negra #6: Amante Consagrado

8/31/2017 Tiffannyk 1 COMENTÁRIOS



E chegamos ao sexto livro da saga da Irmandade da Adaga Negra, parece que essas resenhas não vão acabar nunca, mas acredite, um dia eu chego lá. Não que eu esteja reclamando, já que tô relendo os livros e me apaixonando mais uma vez pela série.

Do meus preferidos, Amante Consagrado é um dos que eu menos gosto, porém ele só perde na minha opinião para o livro do John. Mas não vou me antecipar sobre isso, para você, querido leitor que ainda não chegou lá (o livro do John é o 8) não pegar meu ranço do personagem.


Em Amante Consagrado, conhecemos mais intimamente Phury, irmão gêmeo celibatário do Zadist, que tem uma síndrome de mártir que não cabe nas 552 páginas do livro dele e acho que nem se juntar todos os livros anteriores. No último livro, vemos o guerreiro se sacrificar e tomar o lugar de V, como Primaz da raça. Até então,  Phury era apenas um soldado e irmão leal, porém o buraco é muito mais embaixo.

A culpa de não ter sido escolhido no lugar do irmão roubado, de não ter conseguido salvar Z de tudo que ele sofreu corrói Phury de uma maneira tão absurdamente intensa e profunda, que apenas neste livro é que a gente começa a ter noção disso e a conhecer o lado viciado e destrutivo do guerreiro.

Se já não bastasse a culpa, agora como Primaz ele tem a responsabilidade de levar a linhagem de sua raça para frente. Porém, ao se encontrar com a primeira escolhida que lhe é oferecida, ele se depara com mais um grande dilema na sua vida de herói. Cormia, não é o que ele pensava, ela não queria se relacionar com Vishius por o temê-lo e nunca ansiou ser uma das escolhidas que satisfaria o Primaz, apesar de estar ser uma grande honra e por causa de seu senso de dever mais que absoluto, Phury quebra a tradição e leva Cormia para a mansão da irmandade.

Como é uma das primeiras vezes na saga que podemos acompanhar de perto uma escolhida, (ainda mais uma tão fora do esteriótipo de perfeição que as cerca!), é legal ver o desenvolvimento da história. Como a mudança de ambiente e a escarces inicial de atenção de Phury afetam a mocinha.

Porém como eu disse, esse livro não é nem de longe o meu preferido. Por várias vezes eu quis matar o Phury, esse senso de responsabilidade dele só serve para fazê-lo parecer mais um babaca completo do que propriamente um herói de romances. Por ora, ele não consegue enxergar as coisas que estão bem na cara dele.

Associado a0 mocinho babaca e irritante, temos uma mocinha um pouco sem sal e sem açúcar, tão branca e sem vitalidade como o lugar de onde ela veio e isto torna a leitura um pouco menos emocionante que os volumes anteriores da série, chegando a desanimar algumas pessoas.

Para um livro tão grande (são 552 páginas minha gente!) a história as vezes fica muito densa e sem sentido. Encheção de linguiça purinha, para falar a verdade e o que acaba salvando a narrativa são os acontecimento paralelos e o final também, o qual redimiu um pouco a obra.

Enquando Phury e Cormia ficam no chove e não molha, (ele não enxergar ela e ela se sentir a deslocada! #chato) a guerra entre os Redutores e a Irmandade está mais forte, mais presente, bem mais perigosa e este é o grande ponto do livro: a guerra que estamos esperando desde o primeiro volume começa a "tomar forma".

O plot twister do livro é uma tragédia, e daí em diante parece que a J. R. Ward tomou a dose de remedinho dela e voltar a ser a autora maravilhosa que a gente ama e que escreve páginas que não conseguimos largar, então pode se preparar para uma reviravolta daquelas de te fazer perder o fôlego.

Como eu disse muitas vezes antes, as capas são uma tristeza (dá muita vergonha alheia, né?) e a tradução da Universo dos Livros pega bem leve em relação ao original, na hora dos palavrões e cenas de sexo, mas IAN é uma série para ninguém por defeito.

E segurem-se aí galera que é fã, no próximo mês a gente tá preparando uma surpresa sobre IAN que vocês vão amar. Então, segurem a ansiedade e enquanto isso não esqueçam de comentar nessa resenha (e nas outras, se você não comentou ainda) contando o que acha ou achou dessa série.

Ps. O Rei sempre será meu rs









Título: Amante Consagrado | Série: Irmandade da Adaga Negra | Páginas: 552
Autora: J.R.Ward | Tradutora: Carolina Caires Coelho| Editora: Universo dos Livros


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1 comentários:

Jessie disse...

Nunca consegui ler esse livro. Achei beeeeeeeeeem chato e lento