[RESENHA] Filhos de Nazistas

fevereiro 08, 2018 Aninha Goulart 1 COMENTÁRIOS


Oiii seus lindos, hoje vim falar para você um pouquinho sobre um livro bem diferente de tudo o que eu já trouxa e já li aqui para o blog. Recebi da Editora Vestígio o livro Filhos de Nazistas, que decidi ler com todo depois de Recordando Anne Frank (vocês podem conferir a resenha AQUI) que eu amei e estava me sentindo mais numa vibe histórica, mas nem tudo foi como eu imaginava e vou explicar o porquê.


Nesta obra Tania Crasnianski uma neta de um ex-oficial da frota aérea nazista, que depois do fim da guerra nunca quis tocar no assunto, decide descobrir um pouco sobre os descendentes daqueles que causaram o caos por tantos anos na Europa e no mundo. Assim ela conta no livro sobre como os filhos de Himmler, Göring, Hess, Frank, Bormann, Höss, Speer e Mengele, que foram grandes ministros no governo Hitler viviam e principalmente como viam seus pais antes e depois da guerra.

Meu maior problema com este livro foi a linguagem mais acadêmica, que retardou muito minha progressão na leitura. Embora o tema seja realmente tenso eu acredito que existem maneiras de escrita que podem facilitar a fluidez da leitura, e infelizmente a narrativa não funcionou para mim, o que não me fez perder a grandiosidade das informações que tem nele.

Outro ponto que me incomodou é que o livro tem muitas referências e e a edição coloca o número delas, como se fossem colocar em nota de roda pé, mas aí para saber a que se referia eu precisava ir ao final do livro descobrir de que se tratava aquela nota é isso tornou a leitura mais cansativa porque eu tinha de folhear o livro e para descobrir do que se tratava aquele tópico.

A autora deixa claro que todo o momento ela faz o possível para não julgar os filhos pelos erros dos pais e pela maneira como eles os veem, não posso dizer que fiz o mesmo. Em momento algum julguei os filhos pelos seres sem empatia nenhuma que seus pais eram, mas os julguei pela maneira como alguns enxergavam seus pais depois.

Algumas passagens deixam claro que os filhos dos nazistas não acham que seus pais eram culpados, para eles seus pais eram inocentes e só fizeram o melhor que podiam naquele momento. Gente não me leve a mal, não consigo engolir a justificativa de que aquelas pessoas capazes de cometer tantas atrocidades estavam “fizeram o melhor que podiam fazer” e principalmente não consegui aceitar que alguns filhos continuassem a ver seus pais como heróis e pessoas grandiosas, especialmente quando eles foram grandes e importantes nomes no governo de Hitler.

Aqui temos filhos que eram mimados e que depois da guerra continuaram simpatizantes do Nazismo, mas também aqueles que conseguem enxergar as atrocidades cometidas durante o regime, que os recriminam, mas que não deixaram de ama-los como pais, só entenderam que eles não eram homens bons e por estes filhos eu consegui sentir empatia, por entender que não deve ser fácil você ser criado com um pai que com você é maravilhoso, mas que quando sai de casa foi capaz de cometer as tantas barbaridades.

Tania Crasnianski fala algo em uma parte do livro que me deixou bem pensativa, que quando se fala em Alemanha imediatamente pensamos no Nazismo, o que não ocorre com outros países que também possuem seu próprio histórico de atrocidades. E realmente, quando me falam da Itália, por exemplo, eu não penso no Fascismo, penso em varias outras coisas.

Enfim, é um livro muito rico, com vários detalhes e muitas perspectivas interessantes que eu não conhecia sobre o tema, com uma edição linda e uma diagramação impecável. Não encontrei erros de revisão claros o que realmente ajudou na leitura, o único problema mesmo foi aquele que mencionei a cima de que a escrita é bem acadêmica, o que dá aquela sensação de livro didático e que acabou retardando minha leitura.







Título: Filhos de Nazistas: Os impressionantes retratos de família da elite Nazista
Páginas: 238| Autora: Tania Crasnianski  | Tradutor:  Fernando Scheibe
Editora: Vestígio | Ano: 2018

1 comentários:

Jessie disse...

Oi Ninha!

É uma pena que Filhos do Nazista tenha tido esta linguagem mais acadêmica, realmente é algo que me faria evoluir bem mais lentamente na leitura!

Fiquei chocada quando li que alguns filhos acreditava que os pais tinham feito o melhor que podiam! É um absurdo, sério!

Beijinhos

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