[ESPECIAL] Agosto Lilás: Vamos Falar Sobre Violência Contra Mulher?

Hoje é o último dia de agosto, e esse mês traz consigo uma campanha de conscientização muito importante: VIOLÊNCIA CONTRA MULHER. Então, para encerrar o tema convidei a incrível da Aline (eu AMO essa mulher gente!) do Stalker Literária para escrever comigo um texto e trazer algumas indicações de livros que falam sobre DIFERENTES TIPOS DE VIOLÊNCIA CONTRA MULHER E EMPODERAMENTO FEMININO.

Antes de mais nada eu preciso que você entenda, ao ler este texto, que não estamos falando de um indivíduo aqui. Esse texto não tem como parâmetro seu pai, irmão, namorado, filho ou melhor amigo que são homens legais. Pra falar sobre o tema precisamos falar sobre comportamento social e para falar de comportamento social nós pegamos um GRUPO e analisamos, e não uma pessoa isolada. Então NÃO SE OFENDA.

Quando falamos sobre maiorias e minorias, não estamos falando de número, estamos falando de poder, de como um grupo tem suas demandas escutadas em detrimento de outro. E dentro das minorias ainda existem interseções, por exemplo: mulheres. Ser mulher é fazer parte de uma minoria, mas e que tal: mulheres negras? É uma interseção dentro desta minoria. Mulheres LGBTQ+ são outra minoria. Mulheres negras e LGBTQ+? Outra interseção! E eu posso falar sobre todas elas? NÃO! É impossível que eu, mulher, branca e heterossexual consiga entender a violência que elas vivem diariamente, mas posso reconhecer meus privilégios. E isso gente, já é um passo na direção certa!

Como não posso falar sobre cada interseção dentro da minoria (vamos respeitar o lugar de fala galera!), vou falar sobre o que consigo. Ser mulher é caminhar de volta para casa de uma festa com medo quando vê um homem próximo. É ser violentamente julgada apenas por causa da roupa que você usa, do tipo de maquiagem que decidiu passar e até mesmo pelo vocabulário que usa! É só ser respeitada (e olhe lá!) se estiver com um homem por perto.

Quando nós falamos que o homem nos oprimem (e aqui pra quem não sabe: oprimir é usar a força para impor a sua vontade em detrimento da vontade do outro), novamente quero lembrar que não estamos falando daquele homem maravilhoso que está na sua vida, mas do sexo masculino. Que esquecem que poderiam nos dar lugar de fala, que poderiam ser mais abertos ao que reivindicamos ao invés de usar apelidos debochados (como feminazi), que usam piadas para denegrir a nossa imagem, que nos objetificam, que não veem como o poder que eles têm nos deixa reféns em várias situações.

E por que eu falei tanto de machismo até agora sendo que o post é sobre violência contra mulher? É por causa desse machismo todo, da objetificação pela qual a mulher passou, que existem os relacionamentos abusivos. Um agressor não vê a vítima como uma pessoa, ele não sente EMPATIA por ela. Não, agressores têm sentimentos de posse para com a mulher com quem estão. O fato de aquela mulher PERTENCER da a permissão para que ele possa fazer o que quiser com ela, inclusive prejudicar, afinal se algo me pertence, então quem decide como cuidar daquilo sou eu. A violência contra mulher está intimamente ligada ao pensamento machista.

Em geral um relacionamento abusivo não começa com um tapa, há uma evolução gradativa da violência que vai acabando com o bem-estar mental da mulher até que ela não perceba o quão presa está aquele homem e que não se lembre de uma vida antes de sofrer os maus tratos. A agressão física é muito fácil de perceber, mas e as outras? Você conhece?

  • Violência psicológica: é qualquer conduta que cause a diminuição da autoestima da mulher e/ou algum dano psicológico (xingar, ofender, humilhar, são alguns exemplos.), mas não apenas isso mas as chantagens emocionais e ameaças contra a vida e integridade estão aqui também.
  • Violência sexual: é qualquer conduta que obrigue uma mulher não apenas a participar do ato sexual, mas também presenciá-lo por meio de coação, ameaça, intimidação ou uso da força. Eis uma grande novidade para muita gente: violência sexual não é só estupro, limitar o uso de anticoncepcionais pela mulher é um tipo de violência sexual.
  • Violência patrimonial: é qualquer conduta que retenha, subtraia e/ou destrua (parcial ou totalmente) os bens de uma mulher. E aqui, nós entendemos como bens não coisas como carros, não, documentos também (sabe aquele cara que fica com o cartão do banco da companheira? Que controla todo o salário dela? Pois é dele mesmo que estamos falando!).
  • Violência moral: é qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria, ou seja, que desmoralizem uma mulher perante outras pessoas (sabe quando ex daquela menina jogou as fotos nuas dela na internet? Ele é um ótimo exemplo para este tópico!)
  • Violência física: é qualquer conduta que prejudique a saúde ou a integridade física da mulher. Sim, tapas, pontapés, socos e todo tipo de toque (do agressor ou de objetos que ele possa usar!). Como disse anteriormente, é o tipo mais fácil de violência a ser detectada porque deixam marcas na pele, enquanto as outras ferem o psicológico.

Nós vivemos em uma sociedade machista e, muitas vezes, reproduzimos esse machismo de forma natural e sem perceber. Isto é um fato, queira você aceitar ou não. Desconstruir esta mentalidade que está impregnada na nossa educação é difícil e requer que tenhamos a disposição de escutar, ler e analisar. Bom, acontece que nem todo mundo está disposto, não é verdade? Mas para aqueles que estão, eis aqui algumas dicas da Jessie de livros que falam  (inda que a maioria seja ficção), sobre os mais diferentes tipos de violência contra mulher!


Faz pouco tempo que falei desse livro e você pode ler a resenha clicando aqui. Larissa é uma jovem que passou sofreu todo tipo de abuso em seu relacionamento com Dennis e agora está tentando se livrar dos traumas que ficaram gravados em sua alma e tentar seguir com a vida por ela e pela vida.

O enredo é comovente e cheio de lições sobre empatia. Uma ótima pedida para você entender o que uma vítima sofre mesmo DEPOIS do fim do relacionamento abusivo.



[CUIDADO COM SPOILERS!] Em Corte de Espinhos e Rosas (você pode ler a resenha aqui) algumas coisas já me incomodavam na relação da Feyre e do Tamlin, mas quem leu Corte de Névoa e Fúria (eu já falei sobre ele e você pode conferir aqui) sabe como o relacionamento entre os dois foi se tornando abusivo e todo o processo para seguir em frente da Feyra é mostrado, o que torna alguma partes do livro meio lentas, mas totalmente NECESSÁRIAS.


O único livro dessa lista que ainda não li (porque é lançamento!), mas que está na minha lista de desejados desde que a Editora Gutenberg anunciou o lançamento alguns meses atrás vem falando sobre pornô de vingança. A personagem principal, Ashleigh, manda uma foto onde está nua para o namorado, Kaleb, mas depois de um término difícil ele acaba espalhando a mesma pela internet. As consequências disso eu pretendo descobrir em breve já que o livro está a caminho.


Outro livro sobre o qual eu falei muito recentemente aqui e você pode conferir a minha opinião clicando aqui. Foi muito difícil para mim acompanhar a construção desse enredo porque ele é absolutamente real. Diferente das outras obras citadas, Amor Amargo, traz a construção de uma relação abusiva sem qualquer tipo de fantasia e o final cortou meu coração. 


A última resenha que eu postei aqui no Paraíso Literário foi justamente a de Ousadas e você pode conferir a minha opinião bem aqui! Primeiro livro da série em graphic novel intitulada Mulheres Que Só Fazem O Que Querem, este livro reúne em suas páginas as histórias de quinze grandes mulheres de épocas remota e recente que sofreram todo tipo de dificuldade para alcançar seus sonhos, inclusive Leymah Gbowee, vencedora do prêmio Nobel da Paz de 2011 e que passou uma parte da vida sendo brutalmente espancada pelo ex-marido.


A duologia Caroline & West da autora Robin são dois livros que me marcaram e mudaram muito. Você pode ler a resenha de Profundo aqui e de Intenso aqui, além disso tem um vídeo sobre os livros no canal que você pode assistir aqui.

Esses livros também falam de revenge porn, e traz a Caroline, personagem principal (boa moça, comportada e de boa família) no centro de uma confusão e mostra todos os transtornos e traumas causados pelo seu ex-namorado no primeiro livro. Enquanto que o segundo é mais focado em West e em sua família desestruturada, pai violento e ausente e como isso interfere em sua vida e na da irmãzinha. 



Em Coragem, Rose McGowan conta todos os tipos de violência que sofreu em Hollywood, algumas cenas são bem fortes e o fato de ser uma biografia, torna tudo ainda mais doído, mas por outro lado é o tipo de livro necessário para mostrar que QUALQUER mulher, independente do quão conhecida é, está sujeita a ser desrespeitada e violentada por causa do pensamento machista que domina o mundo.

Que tal ver em números nacionais a violência contra a mulher? Em 2015 o Brasil registrou uma média de um estupro a cada onze minutos (estima-se que isso representa 10% do total, já que a maioria dos casos de estupro não é denunciada!); a cada 7.2 segundos uma mulher é vítima de violência física. No mesmo ano a Central de Atendimento à Mulher (180) atendeu a 749.024 casos (1 a cada 42 segundos!). Há outros dados muito chocantes no post que você pode ler clicando aqui. Isso torna tudo bem mais real, não é?

Bom, mas nem tudo são pedras e espinhos neste post, Aline e eu concordamos que uma das melhores maneiras de fazer com que uma mulher se veja livre da violência que esteja sofrendo é EMPODERANDO-A. Então, por isso, ela trouxe algumas dicas de livros com mulheres fortes para inspirar.



Com base em palestras da autora, proferidas nas faculdades de Newham e Girton em 1928, o Um teto todo seu é um grande ensaio romanceado que traz reflexões sobre a opressão feminina e a influência disso na produção literária de autoras. A tese central de Woolf é simples: uma mulher só é capaz de produzir literatura se for financeiramente independente e tiver, como diz o título, um teto todo seu. A escritora pontua em que medida a posição que a mulher ocupa na sociedade acarreta dificuldades para a expressão livre de seu pensamento, para que essa expressão seja transformada em uma escrita sem sujeição e, finalmente, para que essa escrita seja recebida com consideração, em vez da indiferença comumente reservada à escrita feminina na época.



Vencedor do Prêmio Pulitzer em 1983 e inspiração para a obra-prima cinematográfica homônima dirigida por Steven Spielberg, o romance A Cor Púrpura retrata a dura vida de Celie, uma mulher negra no sul dos Estados Unidos da primeira metade do século XX. Pobre e praticamente analfabeta, Celie foi abusada, física e psicologicamente, desde a infância pelo padrasto e depois pelo marido. Um universo delicado, no entanto, é construído a partir das cartas que Celie escreve e das experiências de amizade e amor, sobretudo com a inesquecível Shug Avery. Apesar da dramaticidade de seu enredo, A Cor Púrpura se mostra muito atual e nos faz refletir sobre as relações de amor, ódio e poder, em uma sociedade ainda marcada pelas desigualdades de gêneros, etnias e classes sociais.



Temos aqui um suspense protagonizado por duas mulheres, onde uma quer tomar o lugar da outra, da vida, do marido, enfim, de tudo que pertence a outra. Embora tenha a dose de inveja e egoísmo da mulher que acha que merece mais, temos aqui também grandes exemplos de como a cultura errada influencia ás próprias mulheres a se sabotarem, e inferiorizarem as outras. Temos exemplos de como um homem rico e bem-sucedido parece ser o único sonho que toda mulher deseja alcançar, mesmo sendo esse sonho podre e distorcido. É um livro que eu recomendo a leitura não somente pelo suspense que é ótimo, como para chocar, porque a história é tão surpreendente, que você nunca vai querer desejar ter um casamento ou um parceiro perfeito, porque eles simplesmente não existem. Tem resenha desse thriller incrível aqui no site e você pode conferir aqui.



Outro suspense, porque eu sou meio viciada neste gênero, que apresenta uma jovem mulher, bonita, independente, que está terminando a faculdade, e está prestes a ficar noiva, que aparece morta. Então, na corrida para descobrir quem matou essa garota, temos uma jornalista que dá tudo de si e o que não tem para ajudar a decifrar este crime. Embora não seja um livro voltado ao assunto do empoderamento feminino, ele nos mostra o que um homem pervertido, que enxerga as coisas a sua maneira pode fazer com uma mulher, alegando que a culpa do crime é da vítima, pois ela se portou dessa ou daquela maneira com ele, DANDO A ENTENDER tal interpretação.



Tem quem pense que graphic novel é coisa pra criança, ledo engano! Além de ser uma leitura muito mais rápida e fluida, o assunto abordado nessa história é pertinente e você consegue absorver muito mais rápido. Em Nimona, temos uma jovem adolescente, que tem poderes, e passa por muitas aventuras e tal, mas devemos focar na personalidade dessa personagem: Aquela que dá origem a tudo, a protagonista da história! Nimona é uma personagem espetacular, ela é forte, inteligente, sagaz, tem uma trajetória muito particular e uma maneira especial de viver a vida. Nimona é uma ótima representação de girl power, talvez até mesmo a personificação dele.

Para encerrar este texto agradecendo imensamente a maravilhosa da Aline que topou criar esse post com uma disposição e uma boa vontade maravilhosas (sou fã dela mesmo!) e com uma citação maravilhosa da Camila Moreira que me deixou extremamente marcada na época que li. Espero que o texto e os livros indicados possam ajudar a abrir a mente de algumas pessoas e fazer com que PAREM DE CULPABILIZAR A VÍTIMA, e fazê-las entender que é muito melhor empoderar as meninas e educar os meninos para que as respeitem desde sempre do que tentar remediar uma situação onde a mulher já se tornou uma vítima.


"Não devemos conscientizar as mulheres pra que denunciem algo que já aconteceu. A ferida já foi rasgada, as palavras já foram ditas, a dor já é real. De nada vai adiantar. O que devemos fazer é ensinar aos homens que eles não podem agredir. Uma mulher pode saber todos os seus direitos e denunciar o agressor dez vezes. Se aquele homem não mudar, ela terá que denunciar onze." - Muito Além Do Amor
Comentários
15 Comentários

15 comentários :

  1. Aaaaaaaaahhhhhhhhhhh ♥ O que dizer de você? Tão doce, tão disposta! Foi mais que um prazer escrever este texto com você! Quanto mais alto gritarmos, mais alto eles vão escutar! Cada mulher tem que saber que ela é única, bonita e capaz SIM! Temos que dar voz, ser voz e ouvir a voz de cada garota que precisa de ajuda, seja pra se libertar de algo abusivo ou seja pra se emponderar! Se encher de si e ver que o mundo é dela!
    Jessie, agradeço muito o convite, e mais que isso, agradeço por ter tido a oportunidade de conhecer você, que é tão linda por fora quanto é por dentro! ♥

    Bjoxx

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    1. Nem consigo dizer o quanto fazer esse post com você foi absolutamente incrível! Realmente não poderia ter escolhido outra pessoa para falar desse tema! Você é incrível mesmo ♥♥♥

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  2. olá...
    nossa, acho super importante uma postagem como essa... sobre as dicas de livros, li A cor púrpura e é de arrebatar... tenho vontade de ler Coragem, a hq Nimona e Um teto todo seu, da Virginia...
    parabéns pelas informações do post..
    bjs...

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  3. Gente, que tudo esse texto!!! Estou digitando com os cotovelos porque as mãos estão batendo palmas!!!
    Dos livros citados, só li o Corte e é o meu favorito da série.
    Não sei se leria os da Jennifer Brown porque li um dela e me decepcionei bastante.
    Beijos
    Balaio de Babados
    Concorra a um exemplar autografado de O que eu tô fazendo da minha vida
    Sorteio de aniversário Balaio de Babados e O que tem na nossa estante. São quatro kits; um para cada ganhador

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  4. Oiiiii,

    Aaaaa que maravilhoso esse post, que orgulho de poder compartilhar conhecimento e coisas importantes para todos!! De mostrar como é a realidade da violência doméstica e de como ela começa muito antes de vir o primeiro tapa! Fico muito feliz com a indicação de obras que tratam o assunto e que de alguma forma podem vir a ajudar outras pessoas, livros que mostram a realidade triste, que este tipo de situação não é normal e principalmente que mesmo sofrendo este tipo de abuso é possível se reerguer e se reestruturar, ser forte e continuar vivendo. Espero mesmo que pequenas atitudes como a nossa possam começar a mudar esta realidade triste q nós temos.

    Beijinhos...

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  5. Muito interessante esse seu posicionamento sobre o tema.
    Apesar de não concordar totalmente com o que foi dito, acho sempre ótimo encontrar pessoas dispostas a enfrentar um tema tão complexo e importante como a violência contra a mulher.
    Beijos
    Camis - blog Leitora Compulsiva

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  6. Oi!
    Muito legal você fazer uma postagem com um tema tão importante.
    Tenho opinião diferente sobre algumas coisas do texto, mas o post não deixa de ser ótimo e importante para falar sobre alguns assuntos que podem ajudar as pessoas. As vezes quem sofre abuso não percebe isso e seu texto e os livros que você indicou pode ajuda-las.

    Beijos
    FLeituras – Leituras da Fabi

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  7. Meninas que post maravilhoso! E mais do que necessário. Precisamos muito continuar falando sobre violência contra mulher e mostrar que é sim uma questão de poder e liberdade, porque um homem só agride um mulher (verbal, psicológica ou moralmente) quando/porque sabe que é "aceito" socialmente, porque tem poder para isso e porque acha que uma mulher é apenas um objeto sem valor real. Adorei as indicações de livros (a maioria já conhecia mas é sempre bom relembrar), e fiquei bastante interessada em Ousadas, vou conferir a resenha depois.
    Beijos!

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  8. Olá! Cara, que postagem IMPORTANTÍSSIMA. Sério, fico muito feliz quando vejo temáticas feministas sendo tratadas nos blogs de literatura. Violência contra a mulher é um assunto do qual a gente não pode escapar: precisamos discutir sobre isso e sobre como os relacionamentos violentos são apresentados na literatura. Sinceramente, eu não aguento mais ver livros supostamente "românticos" com relacionamentos super abusivos e protagonistas masculinos EXTREMAMENTE machistas e controladores sendo enaltecidos porque é "hot" "sexy" ou coisa do gênero. Na realidade a gente sabe muito bem que não tem nada de positivo em ser maltratada de verdade e sofrer no joguinho psicológico de outra pessoa, especialmente uma pessoa para quem a gente dedica uma parte tão importante na nossa vida, o amor. Eu amei que você também fez várias recomendações e tomei nota de algumas delas. Por mais posts conscientes assim no mundo dos blogs de literatura! Parabéns e beijos!

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  9. Olá!
    Uauu...maravilhada com esse texto. Acho tão importante e tão necessário, as mulheres precisam aprender a se amar, se valorizarem e darem um basta ao primeiro sinal de violência, de comentário ácido. As leis precisam ter mais rigor e a sociedade tem que parar de por a culpa na mulher.
    Amei as dicas de leituras, algumas inclusive já tive oportunidade de ler e são extremamente reflexivas sobre os relacionamentos.
    Parabéns pela iniciativa!
    Beijos!

    Camila de Moraes

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  10. Oi, tudo bom?
    Que postagem maravilhosa, importante e necessária! Esse é o tipo de assunto que deve ser cada vez mais discutido entre as pessoas e que não pode ser abafado. Qualquer mulher pode sofrer violência e para que nossas filhas, sobrinhas, irmãs, tias e etc não sofram isso é necessário falar sobre o assunto. Alguns dos livros que você citou no post eu já li e outros estão na minha lista de desejados. Um livro que eu li recentemente e aborda Revenge porn foi 13 segundos, da Bel Rodrigues. Amei o seu post e que mais pessoas façam posts como esse para conscientizar as pessoas sobre o assunto! Parabéns!

    Beijos!
    https://www.manuscritoliterario.com.br

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  11. Oi.

    Que maravilha de texto. Eu gosto muito de ler sobre esse tema, que é muito importante para ser debatido. Acho que todos deveriam falar sobre isso. Adorei a forma como você apresentou o tema machismo, agressão. Referente aos livros, já li alguns desses e são meus favoritos.

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  12. Oi, meninas

    Vocês arrasaram, hein! Parabéns!!!
    O que mais me deixa triste é ver que um assunto tão importante é encarado como mimimi. Encaram a lei do feminicídio, por exemplo, como privilégio, como se ter uma lei que só entra em ação quando já é tarde demais fosse um privilégio. Estão nos matando e ainda acham muito que haja algo que puna os assassinos.
    Me dói também ver que muitas MULHERES classificam a denúncia, o feminismo, a luta, como exagero. É como vocês falaram: não é sobre nossos pais, amigos, companheiros; é sobre o sexo masculino, é sobre se achar superior, sobre se achar melhor e pior ainda, sobre achar que eles têm razão! Mais uma vez parabéns pela postagem, vi no IG que você leu Mil Palavras e vi que você teve algumas ressalvas. Quando postar a resenha me avisa por lá? Não estou colocando muitos links no grupo, então acabo perdendo muita coisa.

    Beijos
    - Tami
    https://www.meuepilogo.com

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  13. Olá, tudo bem?
    Que post maravilhoso! Achei muito bacana os esclarecimentos feitos, pois infelizmente, ainda há muitas pessoas que não entendem o que é o machismo e porque está tão diretamente ligado à violência contra a mulher. Pior ainda, é o fato de que muitos acreditam que quando apontamos o machismo presente na sociedade, estamos sendo vitimistas. Além disso, sempre tem aqueles que pensam que o relacionamento abusivo é apenas aquele em que há violência física, mas, como foi mostrado no post, existem várias outras formas de violência contra a mulher.
    Adorei o post e a forma clara que o assunto foi abordado. É uma questão muito importante e que precisa ser discutida sim. Amei as indicações de leituras também e vou anotar a dica daqueles que eu ainda não conhecia. Outro livro que aborda a questão dos relacionamentos abusivos e que eu recomendo muito é o É assim que acaba da Collen Hoover.
    Beijos!

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  14. Que texto molier, que texto!!! Sem dúvida é necessário esclarecer o conceito de minoria a todo instante porque ainda tem aquele desavisado(a) que vem falar que a quantidade de mulheres é maior, que a quantidade de negros é maior e assim por diante, por isso, nunca é demais falar sobre esse poder que determinados grupos exercem sobre outros. E outra coisa que me chamou demais a atenção no seu texto é que mesmo não tendo a menor ideia do que de fato é o preconceito sofrido por estar dentro de alguma destas minorias, é entender nossos privilégios e reconhecê-los. (Tô aplaudindo aqui).
    Anotei algumas indicações dos livros que você deu e alguns eu já li. A autobiografia da Rose é um livro excelente sobre isso porque é quase didático e seu discurso tem muita força e pertinência. Estou com Mil Palavras da Jennifer Brown na estante e espero que seja agregador também. Adorei o post, adorei mesmo!!!
    beijos

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