[RESENHA] Como Viver Eternamente


Oiii gente, hoje eu vim contar para vocês sobre o livro Como Viver Eternamente, da autora Sally Nicholls, lançado já há algum tempo pela Editora Geração. Se quiser saber um pouco mais sobre a obra, continue lendo.
Sam é um garotinho de 11 anos, ele é leucêmico pela terceira vez desde os seis anos de idade. Depois de duas quimioterapias, seu corpo ficou muito debilitado, e ele se recusa a fazer outra tentativa, mesmo porque seus médicos aconselham seus pais que ele não faça o tratamento novamente, pois além de o garoto estar fraco, eles não acham que vá surtir algum efeito. 


Sua mãe contratou uma professora particular para lhe dar aulas em casa, já que ele não consegue ir à escola, por ficar muito cansado. Ele faz essas aulas junto de seu melhor amigo, Felix, que conheceu quando estava fazendo quimioterapia pela segunda vez. Juntos, eles decidem dar asas a imaginação e tentar bater alguns recordes do Livro dos Recordes e realizarem alguns de seus desejos.



Em uma das aulas, a professora propõe que eles escrevam alguma coisa sobre eles. Felix não passa da primeira linha, já Sam continua escrevendo, e assim da início ao uma espécie de diário, onde faz uma série de questionamentos sobre os quais ninguém o responde, e procura respondê-los com base nos seus pensamentos. 



Sam é um garoto gentil  e positivo, vive buscando a felicidade, mesmo sabendo que vai morrer. Felix é completamente o oposto do amigo, embora corajoso, vivia reclamando de tudo e com muita frequência se irritava com todos ao seu redor. 


A família de Sam não aceita muito bem a sua condição, seu pai vive calado e quase nunca está em casa. Sempre que o assunto é a doença do garoto, ele coloca um ponto final no assunto e saí. A mãe de Sam saiu do trabalho para ficar em casa com o filho em tempo integral. Bella é a irmã mais nova do garoto, e constantemente briga com os pais por não poder faltar a escola como o irmão. 


Ao longo do livro vemos que a mãe de Sam vive se culpando por não poder fazer mais pelo filho. Depois que ela fica sabendo o que a tia do garoto faz para se manter saudável e também aos filhos, ela começa a mudar as coisas em casa, começa a abrir as janelas mesmo no inverno e pensa em comprar só produtos orgânicos. Ler essas páginas doí bastante, principalmente quando você consegue se colocar no lugar dos personagens. 



Comecei o livro com certa antipatia do pai do menino, ele sempre estava de mal humor e sempre falava as piores coisas. Ele queria até que o garoto fizesse quimioterapia pela terceira vez. Mas ao longo do livro eu fui entendendo os motivos dele, vi que a falta de conversa e todo o mal humor se devia ao fato de ele não saber como lidar com tamanha dor. 



No final do livro, o pai começou a mudar, ele já não trabalhava tanto, ficava o dia todo brincando e conversando com o filho, realizou um dos maiores desejos de Sam e sempre aparecia quando ele começava a ter crises.  




Felix é melhor amigo e companheiro de aventuras de Sam. Boa parte das reflexões presentes no livro são ocasionadas pelas discussões dos dois garotos, ambos com pensamentos muito distintos. Em um momento da leitura, o Felix vai parar no hospital, e nós vemos a instabilidade da vida, sem avisos, as coisas acontecem e te deixam no chão. Mas o Sam em momento algum quis se deixar abater, mesmo com toda a dor ele decidia se levantar todos os dias e aproveitar o máximo do tempo que ainda tinha


O livro começa com o garoto falando que vai morrer, mas isso não ajuda em nada no final. Chega uma hora em que ele decide parar com todo o tratamento, ele não vê sentido viver a base de morfina, diz que está apenas existindo, mas não vivendo. Achei interessante como a família aceitou a decisão do garoto, mesmo sabendo que teriam no muito, duas semanas com ele. 



O Sam e o Felix me ensinaram que não tem sentido ter desejos se a gente nem ao menos tenta realizá-los. O Sam vê a vida como um ciclo, e a compara à várias coisas, como por exemplo: estrelas velhas que se transformam  em novas ou folhas mortas que se transformam em plantinhas. Pode ser algo que nasce ou algo que morre. Depende do ponto de vista que você escolhe. 


Com o livro a gente aprende que sim, cada minuto conta. Não podemos deixar de aproveitar nem um segundo. O tempo não volta, mas as lembranças ficam, então se empenhe para criar as melhores. 



O livro tem folhas amareladas e uma diagramação simples. A escrita é leve e cativante, os capítulos são bem curtinhos, e você só consegue largá-lo quando acaba. O livro tem alguns desenhos, e isso deixa a leitura mais interessante. A arte da capa é maravilhosa, e lendo a história você descobre que a capa tem uma associação com o enredo. 



Bem, se você quer uma história para rir e chorar, onde aproveitar a vida mesmo com os problemas é o lema, você pode apostar em Como Viver Eternamente. 






Título: Como Viver Eternamente Páginas: 232
Autora: Sally Nicholls Tradutor:  Lidia Luther | Editora: GeraçãoAno: 2014





Comentários
3 Comentários

3 comentários :

  1. Olá!
    Parece ser uma história bem reflexiva sobre a vida, o tempo que temos e como devemos aproveitar ao máximo para extrair o melhor que pudermos ser pois não sabemos quando tudo pode mudar.
    Fiquei curiosa para ver a relação da família com o rapaz, geralmente essas interações me emocionam muito.
    Dica anotada!
    Beijos!

    Camila de Moraes

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  2. Tenho esse livro e te confesso que acho esse livro muito mais engraçado do que triste, lembro que recebi ele para ler quando foi lançado e muita gente chorou com a história do Sam, já eu não, eu vi que ele queria viver e sentir as coisas e fez isso ao seu modo, mesmo que por pouco tempo

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  3. Olá, tudo bem? Eu tenho esse livro, mas ainda não li e não sabia que se tratava de uma história tão emocionante. Adorei tua resenha e fiquei mais curiosa ainda para ler a obra, que parece nos passar boas lições e sentimentos.

    Beijos,
    Duas Livreiras

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