[RESENHA] Irmãos Lancaster #1: Bruto e Apaixonado


Oiiii seus lindos, a resenha de hoje é sobre Bruto e Apaixonado, primeiro livro da trilogia Irmãos Lancaster que foi lançado pela Harlequin. Admito que me surpreendi com a história, porque esperava um romance hot daqueles que não tem nada de mais, e embora não seja uma leitura que tenha me ganhado completamente, foi uma leitura muito boa, então para conferir o que mais eu achei é só continuar lendo.

Mário Lancaster é um ex-peão de rodeio que depois de um acidente se viu obrigado a tocar a fazenda que era de seu pai no interior de Goiás. Natália Esteves é uma empresária de uma grande empresa em São Paulo que vive para demonstrar competência e potencial para o presidente da empresa, que no caso é seu pai.

O caminho dos dois, que a princípio (e no final também) são completamente opostos se cruzam quando a empresa de Natália adquire a fábrica de parafusos de Santo Cristo (cidade de Mário) e ela é enviada ao vilarejo para fazer demissões em massa, visando enxugar o quadro de funcionários da empresa de forma a facilitar sua venda futura.

A cidade está em polvorosa com a chegada da forasteira que irá destruir uma das maiores fontes de renda da cidade, é então que os moradores pedem a Mário que seduza a empresária e convença ela a mudar de ideia quanto as demissões. E é neste processo todo que a conquista passa a ser um interesse pessoal e não mais da comunidade.

No início eu achei a Natália uma patricinha mimada e sem rumo, para ser bem honesta até eu entender porque ela agia como agia (e realmente entendi e me compadeci dela) eu já tinha criado uma certa antipatia. O Mário por sua vez se mostrou só mais um peão machista que não queria soltar as rédeas das coisas.

Eu vi os dois personagens amadurecerem bastante, o Mário seguiu sendo um bruto obviamente, mas ainda assim ele aprendeu a se controlar e a aceitar que o mundo não gira em torno de sua vontade e principalmente que ele não vai ser menos homem por deixar uma mulher dividir as decisões com ele. Já a Natália viu que o mundo ia além do que ela deveria mostrar para o pai, que a vida é mais do que viver para querer agradar alguém e que ser independente não é só bater o pé e dizer que não vai se relacionar com um homem e entregar seu coração para ele porque não será controlada, ela entendeu que nem todo relacionamento tem por base o controle.

Mas o principal ponto para mim foi a família Lancaster, que é completamente apaixonante (ainda que seja permeada por alguns machismos que eu espero muito que caia por terra nos próximos volumes) os irmãos tem um relacionamento ótimo, ainda que tenham havido algumas mentiras no decorrer do caminho, mas o ponto alto desta família e do livro como um todo é a Sra. Lancaster, mãe dos rapazes e uma velhinha de humor impar, viciada em jogo e que não tem freio algum na língua, e que para mim foi a responsável pelas melhores cenas da obra (sem ofensas Mário e Nati, as cenas hots de vocês são ótimas, mas a Sra. Lancaster é a rainha deste livro).

E por falar em família, o que a do Mário tem de apaixonante, a da Nati tem de odiosa, um pai cretino e machista, um primo ambicioso e exibicionista, e uma mãe relapsa. É por conta desta família e das coisas que decorreram dela que eu não consegui me apaixonar completamente pelo livro, porque eu esperava muito mais do enfrentamento da Nati com o pai, acho que o Sr. Esteves merecia demais ouvir várias verdades pra ver se ele entendia que nem todas as mulheres eram iguais e que a filha dele não era qualquer uma, que ele tivesse a verdade da competência e inteligência da Nati esfregadas na cara dele. A parte do enfrentamento deles foi ok, mas eu esperava bem mais.

Outro ponto que foi negativo, porque em geral isto me incomoda muito, foi o romance relâmpago, obviamente eu me encantei pelo casal e pela química deles, que é um ponto inegável, adorei mesmo as coisas que eles viveram e claramente adorei as cenas hots deles, mas eles se envolveram por 7 dias ( sim, somente sete dias) e dai em 15 dias eles já estavam vivendo felizes para sempre, mesmo para um livro curto eu acredito que dava para trabalhar melhor esta passagem de tempo de forma a não parecer que o relacionamento teve toda a confiança baseada no amor a primeira vista, ainda que ele tivesse sido o ponta pé inicial, não acho que 15 dias são o suficiente para o amor eterno durar.

Quanto a edição, eu adorei a capa e achei uma representação sensacional de como o Mário é descrito em diversas cenas. As folhas são amareladas, com diagramação simples e uma fonte maravilhosa para a leitura, mas infelizmente encontrei alguns erros de revisão que me incomodaram, ainda que não tenham me impedido de concluir a leitura.

É um livro muito gostosinho de ler, a escrita da autora é bem fluida e cativante, o que facilita para ignorarmos alguns pontos e apreciarmos outros, é um livro divertido e com alguns momentos de superação bem interessantes e que admito até fizeram uma lágrima escorrer, então é uma leitura despretensiosa, para tirar de uma ressaca talvez ou simplesmente para quem quer algo leve para distrair a mente.










Título: Bruto e Apaixonado Série: Irmãos Lancaster Páginas: 255 | Autor(a): Janice Diniz | Editora: Harlequin | Ano: 2018


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