[RESENHA] Os Bridgertons #4: Os Segredos de Colin Bridgerton


Oii seus lindos, demorei, mas cheguei com a resenha de Os Segredos de Colin Bridgerton, quarto volume da série Os Bridgertons, da aclamada Julia Quinn e publicado no Brasil pela maravilhosa Editora Arqueiro. Eu falei nas outras resenhas que estava louca para ler o livro do Colin, porque ele é de longe o meu irmão preferido desde o primeiro livro, mas estava com um pé atrás porque esperei tanto dele que podia me decepcionar, então fico feliz em dizer que sigo amando o terceiro Bridgerton e se quiserem saber porque é só continuar lendo.

Todos conhecemos o patinho feio da sociedade londrina, que por acaso vem a ser melhor amiga de Eloise Bridgerton, sim, estamos falando aqui de Penelope Featherington. Não que ela seja realmente feia (para ser bem honesta nem nos primeiros livros eu achava ela assim), mas sua mãe tinha o péssimo hábito de escolher suas roupas, o que tornava a menina a chacota da moda, uma vez que nada que ela vestia combinava com seu tom de pele ou o do cabelo.

Nos primeiros livros nós também acompanhamos o desenvolvimento da paixão de Penelope por Colin, e um terrível episódio em Um Perfeito Cavalheiro que veio a partir o coração da nossa tímida, porém extremamente inteligente e sagaz garota.

Anos depois, Penelope agora com 28 anos e consagrada por toda a sociedade (e por sua mãe, para honra e glória da moça que pode começar a escolher suas próprias roupas) uma solteirona. Já Colin segue sendo um dos solteiros mais cobiçados da sociedade, ainda que esteja no auge de seus 33 anos, mas ainda um excelente partido, o que faz com que seu retorno a Londres (depois de anos e anos viajando por aí) seja aguardado por todos, principalmente pelas mamães casamenteiras.

Mas é em uma visita a nova casa Bridgerton (onde os irmãos solteiros vivem com a mãe, já que a mansão Bridgerton é agora residência de Antony e Kate) que Penelope descobre sem querer (e atiçada por uma dose estra de curiosidade) o maior segredo de Colin, e percebe que ele não é o príncipe que ela sempre colocou em um pedestal.

Só que não foi somente Penelope quem descobriu algo, Colin descobre que Penelope mudou (ou será que foi ele quem mudou e passou a enxergar melhor?) Ela não é mais a invisível que a sociedade acredita que seja, é uma mulher de beleza incomum e de um humor instigante, e nosso mocinho se descobre querendo passar mais e mais tempo na presença da moça, até descobrir que por trás de toda sua timidez e invisibilidade social, Penelope esconde segredos ainda maiores que os dele.

Primeiro preciso começar dizendo (como falei nas primeiras impressões no instagram e vocês podem conferir AQUI) que meu maior e mais orgulhoso amor neste livro, ao contrário do que eu mesma pensava, não foi o Colin, e sim a Penelope. Em grande parte porque eu já amava muito ela, mas a maior parte vem do fato de eu ter descoberto que a Penelope é uma mulher incrível, que tem seus momentos de fraqueza, receio e timidez, mas que ainda assim consegue seguir em frente e conquistar o que ela deseja.

Segundo que preciso destacar que nos primeiros livros eu odiava a mãe da Penelope, a Sra. Featherington era chata, mexeriqueira, folgada e completamente sem noção, este paragrafo é só para dizer que em mais de 10 anos essa mulher seguiu do exato mesmo jeito e por diversos momentos eu desejei que a Penelope (ou qualquer outra pessoa na verdade) entrasse em surto e desse uns bons tapas nela.

Voltando a programação normal: eu já achava a Penelope uma graça, e com toda certeza pensava que ela tinha muito mais a oferecer do que somente vestidos em tons ruins e desfavoráveis, porque quando ela abria a boca para falar algo (quando a timidez permitia que ela fizesse tais façanhas) sempre tinha algo inteligente ou sarcástico (ou ambos) para dizer, e embora algumas coisas eu já imaginasse, não consegui deixar de me surpreender e acabar apaixonada completamente por ela.

Eu preciso dizer que adorei o que a Julia Quinn fez com o Colin, porque eu era apaixonada por ela, pelos exatos mesmos motivos que a Penelope (inclusive me identifiquei horrores com os sentimentos e a situação deles), o que em grande parte significa dizer que eu também o coloquei em um pedestal, e neste livro nós descobrimos que ele é humano, tem inseguranças e receios, realiza descobertas sobre si mesmo (e sobre os outros obviamente) e ainda assim continua apaixonante.

Adorei a forma como o relacionamento é construído aos poucos, como o Colin descobre que ele também vê a Penelope de uma forma diferente, e como juntos eles conseguem fazer grandes realizações. O relacionamento deles é doce porque surge de uma amizade, surge da percepção (do Colin claramente, porque Penelope sempre soube o que sentia por ele) de que o outro é muito mais do que só alguém com quem se dançar em um baile.

Quanto a edição, eu preciso ressaltar que está é a minha capa preferida! Achei ela maravilhosa em cada detalhe (gente se vocês repararem direitinho até o cabelo da modelo da capa tem tons avermelhados como o da Penelope), a diagramação segue o mesmo padrão dos livros anteriores e só me incomoda um pouco porque os capítulos iniciam imediatamente após o fim do outro, então temos capítulos que começam no meio ou no fim da página e isso me incomodou um pouco. A fonte é maravilhosa, com um tamanho que ajuda bastante a leitura e para alegria de nós todos: não encontrei erros de revisão.

A escrita da Julia Quinn segue o mesmo padrão fluido dos livros anteriores, o que também ajuda para uma leitura rápida, mas para além de tudo: este com certeza foi o melhor livro da série para mim (pelo ou menos até agora) e tudo nele me encantou, até as partes que me irritaram, de forma que é uma leitura altamente recomendável.










Título: Os Segredos de Colin Bridgerton Série: Os Bridgertons Páginas: 335 | Autor(a): Julia Quinn 
Tradutor(a):  Cláudia Guimarães  | Editora: Arqueiro | Ano: 2014

OS BRIDGERTONS

O Duque e Eu | O Visconde que me Amava | Um Perfeito Cavalheiro | Os Segredos de Colin Bridgerton | Para Sir Phillip, com Amor | O Conde Enfeitiçado | Um Beijo Inesquecível | A Caminho do Altar| E Viveram Felizes Para Sempre 



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